Teremos à seguir, uma análise diferente:
Crítica, conhecida, de estrutura e letra, ritmo e interpretação simples, "Plantas Embaixo do Aquário" nos é apresentada primeiramente no segundo álbum da Legião Urbana ("Dois"), estando no segundo lado, sendo a segunda faixa.
Diferente de outras da Legião, ela é bem repetitiva, tendo na verdade poucos versos que não pertencem ao refrão, que é um aviso (um grande aviso) para a sociedade.
Interessante mencionar, como um ponto de curiosidade, que os versos dessa música, foram colocados no final da música "O Reggae", quando foi apresentada a crítica ao sistema Collor, servindo (e muito) para a colocação da crítica, uma vez que a guerra é constante, e os motivos, infinitos. 

Aceite o desafio e provoque o desempate
Desarme a armadilha e desmonte o disfarce
Se afaste do abismo
Faça do bom-senso a nova ordem

Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar

(dialogos em francês e inglês)

Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar

Pense só um pouco
Não há nada de novo
Você vive insatisfeito e não confia em ninguém
E não acredita em nada
E agora é só cansaço e falta de vontade
Mas faça do bom-senso a nova ordem

Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar

A música começa com avisos.
Coloco sempre essa música, como uma irmã de "A Canção Do Senhor Da Guerra".
Assim como a música propriamente dita, "Plantas Embaixo do Aquário" é de mesma temática: guerra, alienação e comando hierárquico; mas há uma pequena e notável diferença: A primeira música, retrata um convite à guerra, defendendo (de forma irônica, claro) as batalhas, e mostrando de alguma forma, a beleza nos campos de batalha, já a segunda, retrata um outro lado (o lado não irônico, que Renato realmente acreditava), da falta de beleza da guerra, das bobagens dos conflitos e recados e ordens contrários à guerra.

Primeira Parte:
Renato diz para aceitar o desafio imposto e provocar o desempate. Aceitar a mudança e provocar uma vitória (ou derrota). Desarmar a armadilha e desmontar os disfarces (se referindo também possivelmente às táticas de guerra - armadilha - e aos uniformes dos soldados - disfarces). Diz para se afastar do abismo (guerra, afinal, ela é um abismo interminável de malefícios sociais e falta de humanidade) e fazer do bom-senso a nova ordem, se referindo à fazer realmente do bom senso, a lei mundial, ou de forma irônica, aos EUA por ter como a "Nova Ordem" um dos lemas (estampados, como muitos sabem nas cédulas de dólares).

Refrão:
"Não deixe a guerra começar".
Uma frase simples, apenas cinco palavras que podem fazer a diferença se todos nos unirmos. Todos temos o poder de impedir a guerra e não devemos deixar ela começar, afinal, os malefícios de uma forma ou outra (direta ou indiretamente), se voltam para todos nós.

Diálogos em Francês e Inglês:
O que faz dessa música diferente de outras da Legião, é o conter de outros idiomas dentro de sua estrutura. Apesar de breves, são notáveis os diálogos em inglês e francês, que podem se referir à Guerra dos Cem Anos, Guerra dos Sete Anos ou os Conflitos Napoleônicos, Segunda Guerra ou outros conflitos que se perdem na história.

Segunda Parte:
Renato novamente dá a dica:
Diz à terceira pessoa que é para ela pensar "só um poucos", e que não há nada de novo. Mostra que ela "vive insatisfeita e não confia em ninguém". Esse ponto, pode ser levado metaforicamente à países de guerra: Vivem insatisfeitos e não confiam em ninguém, não acreditam em nada e só tem cansaço de tentar e tentar e a falta de vontade de mudar algo dentro de si. Eles agem contra suas leis, desumanizando um mundo que deveria ser de paz.
Pegando em armas pra pregar uma paz interna e fazer moral externa.
Que bom seria, se eles (países ou até o meio social), pudessem fazer do bom senso, a nova ordem!
Análise e escrita: Eduardo Rezende


10 comentários to "Interpretação: Plantas Embaixo do Aquário "

  • Ei, parabéns, a análise em si ficou ótima, e concordo com ela, também achando que é uma versão literal de A Canção do Senhor da Guerra e também uma espécie de hino de motivação (assim como Mais Uma Vez, só que com outro tema central).
    Só não gostei deste novo formato, achei meio estranho, prefiro o antigo.

  • Obrigado, muito mesmo!
    Agradeço aos elogios, e sobre o formato, só o usei nessa música por ela ser muito repetitiva, mas as minhas análises continuarão do mesmo formato, não se preocupe! rsrs. Volte sempre!

  • Muito boa a análise, mas acho que faltou uma coisa: o título! Eu, pelo menos, não entendi ainda porque o título é "Plantas embaixo do aquário". Não tem a ver com a letra!

  • A musica trata de monotonia e tédio, o que gera insatisfação, e consequentemente a guerra,A palavra Guerra(pode ter várias interpretações distintas na música, o que me faz discordar da análise feita acima, que tenta "traduzir à musica em seu literal e não em sua composição politico-filosófica Na frase não deixe a guerra começar, ele solicita mudança para que a "guerra" não venha a começar.

    Facebook: Edney Farias

  • Só pra complementar,sobre o titulo Plantas Embaixo do Aquário é uma analogia ao tele-expectadores enfrente a TV. Para se fazer tal análise se faz necessária o estudo do meio politico-social que o autor se encontrava, não só a nível nacional , mas sim, Mundial.

    https://www.facebook.com/edney.farias.14

  • Olá mt bom o blog/Eu gostaria de entender o TÍTULO DA MÚSICA ,obg

  • Tem face Eduardo Legionário??

  • Minha pobre e dispensável opinião sobre o título é: já que somos semeadores de vida (como as plantas) isto traz sentido à "Plantas", claro ao meu ver. A quem conhece pouco de astrologia, sobre "processão de equinócios", pode sub entender que "Embaixo do Aquário" pode tratar da Era de Aquário, adquirindo assim uma visão mais ampla da letra, pois como artista sei que" todo artista deve estar além do seu tempo". Mas Independente disto, é só meu ver...

  • Pelo que sei, antigamente as TVs carregavam um apelido/estigma de Aquário. Então as crianças paradas sentadas a frente(embaixo) das TVs(Dominando a consciência), então as crianças crescem como plantas que se enraizam submetidas ao controle da mídia.

  • Melhor Musica do legião e a que já ouvi em toda a minha vida , Fantástica

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