No dia 29 desse mês (maio de 2012), tive o prazer e a oportunidade, de assistir o especial de tributo, que a MTV, uma das poucas emissoras das redes fechadas que proporciona tais atos, e dessa vez fez um grande show em homenagem à Legião Urbana, e claro, ao Renato Russo, seu líder.

Foi de uma extrema simpatia e com a graça de um cantor que Wagner Moura subiu ao Palco, interpretando muitos dos sucessos da Legião, fazendo o papel que com toda a certeza, o líder da banda iria aplaudir de pé.
Cantando os melhores trabalhos da Legião, fazendo uma rota bem abrangente de todos os discos, eles cantaram e tocaram, emocionando o público da platéia embaixo do palco, que realmente estava mostrando e dando o devido valor as palavras de Russo.
Realmente, ver o público berrando histericamente, com toda a energia, só me fez confirmar as sábias palavras de que "A verdadeira Legião Urbana, somos nós". Aos que foram, só deixo o comentário de que vocês representaram, e muito bem, uma nação que ainda não morreu, e que sempre estará viva, em nossos ouvidos, em nossas mentes e palavras. 
A Legião Urbana, À Tudo Vence. E nós Legionários, representamos essa geração. 
Wagner Moura, representou muito bem, os parabéns devidos à ele, Bonfá e Dado, claro, são as caras-vivas de uma Legião que morreu em gravações, e que vive em faixas que sempre serão relembradas. E vividas. 



Sendo muitas vezes comparada à "Daniel Na Cova Dos Leões", "Maurício" é uma das letras que exibe o amor de forma crítica não presente. O que ambas tem de sentido ou lógica? Dizem muitos legionários, que Maurício seria um suposto namorado do Renato, e que à ele foi feita a letra da música, mas isso nunca foi comprovado, nem em entrevistas, nem em seu livro. Enquanto a primeira seria a história de um amor, Maurício seria o nome de tal. Algo que fica claro em muitos escritos e relatos, é que Maurício, obviamente, seria uma letra bissexual. Nada diferente ou espantoso, uma vez que nesse mesmo álbum viria "Meninos e Meninas" sendo a música seguida de "Maurício".

Mas deixando tais paralelos de lado, "Maurício" é direta, bonita e simples. É apresentada em "As Quatro Estações" primeiramente, sendo a oitava faixa do álbum, e sendo apresentada novamente ao público, como a sexta faixa de "Músicas Para Acampamentos".

Já não sei dizer se ainda sei sentir
O meu coração já não me pertence
Já não quer mais me obedecer
Parece agora estar tão cansado quanto eu
Até pensei que era mais por não saber
Que ainda sou capaz de acreditar
Me sinto tão só
E dizem que a solidão até que me cai bem

A música fala de um amor que se foi. Um amor que é esperado pela parte do personagem.
Ele não sabe se ainda consegue sentir, seu coração já não lhe pertence, suas emoções e sensações,  não são mais suas. O coração (emoções e sensações, como dito), já não lhe obedece, e parece agora, estar tão cansado quanto ele, cansado de sentir, de correr atrás, de esperar.
Ele pensa que era mais por não ter a plena noção de que era capaz de crer que um dia seu amor voltaria, ou não.
A letra é bem "visível", como podemos ver. Ela está relatando, sem a necessidade de uma interpretação crítica, sendo mais uma observação prática.
Todos lhe dizem, que tal solidão, essa solidão que ele sente, esse sentimento de espera, de um amor que se foi, e que talvez (o provável), não voltará lhe faz bem, que ele fica melhor sozinho, mas ele como podemos ver, apenas sente a solidão, mas não crê nela.

Às vezes faço planos
Às vezes quero ir
Pra algum país distante
Voltar a ser feliz

Renato, aqui, poderia dizer na parte amorosa:
"Às vezes faço planos, ideias, monto pensamentos e tenho desejos de ir pra algum lugar longe, esquecer o trabalho, esquecer a minha vida, e essa espera angustiante, e voltar a ser feliz!", que se encaixaria melhor (obviamente) na letra, mas como ele diz em uma entrevista em 86, um novo pensamento, eu acho necessário e interessante colocar tal ponto: "Maurício, fala sobre a solidão. Voltando à coisa de política, ela tem um verso assim: 'Às vezes faço planos/Às vezes quero ir/Pra algum país distante e voltar a ser feliz'".

Já não sei dizer o que aconteceu
Se tudo que sonhei foi mesmo um
sonho meu
Se meu desejo então já se realizou
O que fazer depois
Pra onde é que eu vou?
Eu vi você voltar pra mim (...)

Aqui, seria a continuação da parte anterior.
Ele não sabe o que aconteceu, se todos os momentos foram reais, se todas as ideias foram concretas. Ele não sabe se os sonhos foram dele, os planos, e se o seu próprio desejo se realizou ("Voltar a ser feliz" (?)), e então, ele nos deixa a ideia da espera, a ideia novamente, de tal esperança sufocante, esse male que o corrói por dentro: "O que fazer depois?" Como continuar, depois de ser abandonado? O que fazer depois de ser deixado? "Bem, a solidão me cai bem, todos dizem, mas mesmo assim, o que vou fazer?", ele continua deixando outra pergunta: "Pra onde é que eu vou?", e ainda falando em ir-vir, indo-vindo, Renato deixa uma resposta: "O que vou fazer depois? Pra onde que eu vou? Eu vi você voltar pra mim. Eu sei que você voltará".
Renato completa na entrevista de 86 que "a música termina com um fecho positivo", e imagino eu, seria essa a razão, essa ideia de volta, que ele fica e aguarda sozinho. Ele espera seu (sua) fiel chegar, mesmo abandonado, pra aí sim, ficar acompanhado, contrariando a sociedade, uma vez que a solidão lhe cai bem, o que poderia ser um ponto de vista preconceituoso, caso for levado em conta a ideia de ser um relacionamento homossexual, mas ai, seria outra história...


Escrito e Analisado por: Eduardo Rezende




Crítica nas entrelinhas, e simples aparentemente, "Marcianos Invadem a Terra" é apresentada como a Faixa 11 de "Uma Outra Estação", que é o conhecido álbum simbólico e reflexivo. Segue a letra com interpretação:





Diga adeus e atravesse a rua
Voamos alto depois das duas
Mas as cervejas acabaram e os cigarros também
Cuidado com a coisa coisando por aí
A coisa coisa sempre e também coisa por aqui
Sequestra o seu resgate, envenena a sua atenção
É verbo e substantivo/adjetivo e palavrão

Na música, Renato e seus amigos, levariam a vida de seu período "Que País É Esse?", onde eram bebidas, drogas, rock, e tudo mais, que resumiria suas rotinas. 
Nessa parte, podemos ver Renato dizendo para seus colegas coisas simples de se entender, porém, ele mostra depois algo que nos deixa pensar: "Coisa, coisando por ai", essa coisa, que faz tal ato, será explicada adiante. Ele não é direto no que quer expor e deixa uma leve máscara nessas atitudes e nessas pessoas.
Essa coisa, sequestra o seu resgate, ou seja, ela sequestra novamente, quando tudo está voltando ao normal, ela faz com que ela volte à mesmice, e envenena sua atenção, tornando as pessoas alienadas (talvez o título da música?).

E o carinha do rádio não quer calar a boca
E quer o meu dinheiro e as minhas opiniões
Ora, se você quiser se divertir
Invente suas próprias canções

O carinha do rádio, não fica quieto, pedindo, implorando, dinheiros e opiniões, isso quando já não forma as opiniões, e então Renato diz em outras palavras, que é para parar com isso!
Chega! Vamos deixar de ouvir essas pessoas implorando opiniões e dinheiro! Vamos desligar o rádio, desligar outros cantores, vamos nós mesmos fazer a música!

Será que existe vida em Marte?
Janelas de hotéis
Garagens vazias
Fronteiras
Granadas
Lençóis
E existem muitos formatos
Que só têm verniz e não tem invenção
E tudo aquilo contra o que sempre lutam
É exatamente tudo aquilo o que eles são

Essa é a parte reflexiva da música.
Renato indaga um ponto: "Será que existe vida em Marte?", e coloca pontos que poderiam existir lá, iguais aos daqui... Coisas simples, como janelas de hotéis (presença de moradia), garagens vazias (presença de automóveis), fronteiras (mostrando o território próprio de cada nação), granadas (mostrando a guerra, a ira, e completando o termo "fronteiras"), lençóis (mostrando a cama, como talvez o descanso, o sexo ou talvez o sono mesmo).

E então Renato começa o ponto X da questão.
Podemos trocar tais marcianos, sendo a política ou sociedade.
Existem diversas formas de governo, diversos formatos. Que só tem verniz e não tem invenção, ou seja, que eles são diversos, mas os que são parecidos, são envernizados, ou seja, são encobertos seus erros e falhas, e ele muda de cor, mas continua sendo o mesmo.
E então é dita a parte que completa a dita anteriormente:
Tudo aquilo contra o que o governo luta (digo governo pra não dizer sistema nem país), é exatamente tudo aquilo que ele mesmo é. Não ficou claro? Todas as formas de acabar com a guerra, de acabar com a fome, é exatamente aquilo que ele mesmo é: Uma país de diferença social e de interesses geográficos relacionados à guerra. 
Tudo aquilo que dizem, é contrário aos seus atos.

Marcianos invadem a Terra
Estão inflando o meu ego com ar
E quando acho que estou quase chegando
Tenho que dobrar mais uma esquina

Os Marcianos que Renato diz, é a mídia, enquanto Marte, seria o governo dela. 
Marcianos invadem a Terra, e estão colocando as pessoas nas alturas, colocando e abastecendo o ego delas, mas elas sabem o que são, e sabem que estão sendo manipuladas (porque nessa estrofe mesmo, Renato deixa transparecer que sabe), e ela coloca barreiras em suas vidas, social ou não, ela impõe barreiras para as pessoas.

E mesmo se eu tiver a minha liberdade
Não tenho tanto tempo assim
E mesmo se eu tiver a minha liberdade:
Será que existe vida em Marte?

E então, Renato mesmo mostra, que somos escravos da Mídia.
E mesmo se tivermos a nossa liberdade, não temos tempo para aproveitá-la, temos trabalho, escola... E mesmo que tivermos a nossa própria liberdade, ainda ficará a dúvida de ter vida em Marte, deixando mais claro: E mesmo se tivermos a nossa liberdade, o governo ainda será o mesmo, e seremos manipulados. 


Escrito e analisado por: Eduardo Rezende



Bem critica, "Mais do Mesmo" foi apresentada primeiramente ao público legionário no terceiro álbum da Legião, "Que País É Este".
Reapresentada no "Música para Acampamentos" (segunda faixa do segundo disco), e no Acústico MTV (terceira faixa , antecedendo "Pais e Filhos"), a música carrega uma mensagem crítica, direta e sem tanto simbolismo, levando ao público mensagens de diferença social em quase quatro minutos (quando levada em sua versão mais famosa, o Acústico MTV).
Segue-se a análise da letra:

Ei menino branco o que é que você faz aqui
Subindo o morro pra tentar se divertir
Mas já disse que não tem
E você ainda quer mais
Por que você não me deixa em paz?

Aqui, vemos um preconceito vindo de uma forma diferente. Um preconceito que já está encarnado na sociedade. O menino-branco sobe o morro, coisa que ele não deveria fazer. Ele sobe pra tentar se divertir, e alguém lhe diz que lá "não tem" e mesmo assim ele ainda quer mais, e ela (pessoa) pede para que ele os deixe em paz. Podemos imaginar que esse menino-branco seja um filho rico, um menino rebelde sem causa, algum filho de empresário ou de tantos por ai, que tem tudo na mão e vão ao morro se divertir, fazendo a "favela morrer", como diria Criolo em suas músicas.

Desses vinte anos nenhum foi feito pra mim
E agora você quer que eu fique assim igual a você
É mesmo, como vou crescer se nada cresce por aqui?
Quem vai tomar conta dos doentes?
E quando tem chacina de adolescentes
Como é que você se sente?

Aqui, podemos imaginar que a pessoa quem falou, à qual falarei "ele", tem 20 anos. Ele diz que desses anos todos, nenhum foi feito pra ele. Em nenhum, ele foi "agraciado", "beneficiado" se "saiu bem". Em todos os anos, ele se ferrou (pra dizermos sem rodeios). E agora, ele mesmo se pergunta, como ele poderá ficar igual aos outros, se no lugar onde ele está, nada cresce? Quem vai poder tomar conta dos doentes? Enquanto tem a morte em massa de adolescentes? E ele ainda questiona perguntado como a pessoa à qual ele indaga (a música toda), como é que ela se sente vendo tudo isso. Vendo essas injustiças, vendo essas direitos nada humanos, dessa sociedade (im)pefeita.

Em vez de luz tem tiroteio no fim do túnel.
Sempre mais do mesmo
Não era isso que você queria ouvir?

Agora, podemos tirar uma dupla frase.
Em vez de luz, tem tiroteio no fim do tunel - Em vez de ter luz, tem tiroteio acontecendo entre bandidos e policiais (ou outros bandidos) no fim dos túneis. Ou então, que em vez de Luz, de coisas boas, há coisas ruins, como tiroteios, nesse "túnel" chamado esperança, otimismo, fé e "um amanhã diferente".

É aqui que vemos o título da música aparecer. "Mais do Mesmo" é a ideia de que ocorre mais coisas, do mesmo gênero. Um bom exemplo além da música (Que mostra que ocorrem mais problemas da mesma coisa, o crime), é o álbum da própria banda se chamar "Mais do Mesmo", mostrando obras, da mesma banda.

Bondade sua me explicar com tanta determinação
Exatamente o que eu sinto, como penso e como sou
Eu realmente não sabia que eu pensava assim
E agora você quer um retrato do país
Mas queimaram o filme
E enquanto isso, na enfermaria
Todos os doentes estão cantando sucessos populares.
(e todos os índios foram mortos).

Agora vemos o poder da mídia. 
Renato (ou ele, o personagem), diz que é muito bom a mídia poder explicar com tanta determinação o que ele sente, sabe e é. Nem ele sabia eu pensava assim, afinal, a mídia o generalizou, transformando quem pensa em "A, B e C", em pessoas-robôs que pensam, acham e sentem "X coisa". 
E então, ele diz como resposta: "Vocês agora querem um retrato do país, mas queimaram o filme", ou seja, não tem como mostrar o retrato do país, a imagem do país, porque eles mesmos, os políticos e pessoas do "alto nível" (nem tão alto assim), "queimaram o filme", ou seja, fizeram coisas erradas, fizeram passar vergonha mostrando que o país não é tudo isso, e enquanto eles pedem esse retrato, querendo provar que somos bons e que temos o nosso jeitinho brasileiro, os doentes nas enfermarias estão cantando sucessos populares (Renato pode estar dizendo novamente sobre a mídia, mostrando que seu poder chega até nesses lugares), e reforça que os índios foram mortos para terem mais espaço e mais urbanização, enquanto eles ainda querem um país de todos. Os índios não foram mortos de se matar, mas foram mortos culturalmente. Eles foram mortos de inocência, eles foram substituídos de indígenas para urbanos-raça-indígena.


Analisado e interpretado por: Eduardo Rezende






Bem critica, "Mais do Mesmo" foi apresentada primeiramente ao público legionário no terceiro álbum da Legião, "Que País É Este".
Reapresentada no "Música para Acampamentos" (segunda faixa do segundo disco), e no Acústico MTV (terceira faixa , antecedendo "Pais e Filhos"), a música carrega uma mensagem crítica, direta e sem tanto simbolismo, levando ao público mensagens de diferença social em quase quatro minutos (quando levada em sua versão mais famosa, o Acústico MTV).
Segue-se a análise da letra:

Ei menino branco o que é que você faz aqui
Subindo o morro pra tentar se divertir
Mas já disse que não tem
E você ainda quer mais
Por que você não me deixa em paz?

Aqui, vemos um preconceito vindo de uma forma diferente. Um preconceito que já está encarnado na sociedade. O menino-branco sobe o morro, coisa que ele não deveria fazer. Ele sobe pra tentar se divertir, e alguém lhe diz que lá "não tem" e mesmo assim ele ainda quer mais, e ela (pessoa) pede para que ele os deixe em paz. Podemos imaginar que esse menino-branco seja um filho rico, um menino rebelde sem causa, algum filho de empresário ou de tantos por ai, que tem tudo na mão e vão ao morro se divertir, fazendo a "favela morrer", como diria Criolo em suas músicas.

Desses vinte anos nenhum foi feito pra mim
E agora você quer que eu fique assim igual a você
É mesmo, como vou crescer se nada cresce por aqui?
Quem vai tomar conta dos doentes?
E quando tem chacina de adolescentes
Como é que você se sente?

Aqui, podemos imaginar que a pessoa quem falou, à qual falarei "ele", tem 20 anos. Ele diz que desses anos todos, nenhum foi feito pra ele. Em nenhum, ele foi "agraciado", "beneficiado" se "saiu bem". Em todos os anos, ele se ferrou (pra dizermos sem rodeios). E agora, ele mesmo se pergunta, como ele poderá ficar igual aos outros, se no lugar onde ele está, nada cresce? Quem vai poder tomar conta dos doentes? Enquanto tem a morte em massa de adolescentes? E ele ainda questiona perguntado como a pessoa à qual ele indaga (a música toda), como é que ela se sente vendo tudo isso. Vendo essas injustiças, vendo essas direitos nada humanos, dessa sociedade (im)pefeita.

Em vez de luz tem tiroteio no fim do túnel.
Sempre mais do mesmo
Não era isso que você queria ouvir?

Agora, podemos tirar uma dupla frase.
Em vez de luz, tem tiroteio no fim do tunel - Em vez de ter luz, tem tiroteio acontecendo entre bandidos e policiais (ou outros bandidos) no fim dos túneis. Ou então, que em vez de Luz, de coisas boas, há coisas ruins, como tiroteios, nesse "túnel" chamado esperança, otimismo, fé e "um amanhã diferente".

É aqui que vemos o título da música aparecer. "Mais do Mesmo" é a ideia de que ocorre mais coisas, do mesmo gênero. Um bom exemplo além da música (Que mostra que ocorrem mais problemas da mesma coisa, o crime), é o álbum da própria banda se chamar "Mais do Mesmo", mostrando obras, da mesma banda.

Bondade sua me explicar com tanta determinação
Exatamente o que eu sinto, como penso e como sou
Eu realmente não sabia que eu pensava assim
E agora você quer um retrato do país
Mas queimaram o filme
E enquanto isso, na enfermaria
Todos os doentes estão cantando sucessos populares.
(e todos os índios foram mortos).

Agora vemos o poder da mídia. 
Renato (ou ele, o personagem), diz que é muito bom a mídia poder explicar com tanta determinação o que ele sente, sabe e é. Nem ele sabia eu pensava assim, afinal, a mídia o generalizou, transformando quem pensa em "A, B e C", em pessoas-robôs que pensam, acham e sentem "X coisa". 
E então, ele diz como resposta: "Vocês agora querem um retrato do país, mas queimaram o filme", ou seja, não tem como mostrar o retrato do país, a imagem do país, porque eles mesmos, os políticos e pessoas do "alto nível" (nem tão alto assim), "queimaram o filme", ou seja, fizeram coisas erradas, fizeram passar vergonha mostrando que o país não é tudo isso, e enquanto eles pedem esse retrato, querendo provar que somos bons e que temos o nosso jeitinho brasileiro, os doentes nas enfermarias estão cantando sucessos populares (Renato pode estar dizendo novamente sobre a mídia, mostrando que seu poder chega até nesses lugares), e reforça que os índios foram mortos para terem mais espaço e mais urbanização, enquanto eles ainda querem um país de todos. Os índios não foram mortos de se matar, mas foram mortos culturalmente. Eles foram mortos de inocência, eles foram substituídos de indígenas para urbanos-raça-indígena.


Analisado e interpretado por: Eduardo Rezende