Antes de mais nada, espero que entendam o título da postagem e que levem no bom sentido o que quero descrever aqui.
                Como na postagem de "O Reggae" deixei claro as críticas de Renato ao Governo Collor, e por não querer deixar a postagem longa e muito informativa ao ponto de se tornar cansativa, resolvi dividir as partes "análise" da "informação". Colocando nesse espaço, apenas aquilo que todo o nosso bom senso nos faz pensar e analisar palavras ditas, não cantadas ou escritas. 


                Nesse vídeo (da turnê d'As Quatro Estações) feito na cidade de São Paulo, Renato canta a música com euforia sob os delírios e berros de uma platéia (que como diria Renato, seria a verdadeira "Legião Urbana"). Renato canta a música, apresenta o músico que está no comando dos teclados (Mu Carvalho) e dentro da música, introduz versos de "Plantas embaixo do Aquário", e logo depois começa com suas críticas quando retorna novamente à música em questão - "O Reggae":
                "Ai... 85% dos jovens brasileiros entre 15 e 19 anos não estão indo pra escola - platéia fica eufórica - Eu acho isso uma tristeza... - Renato coloca o tom da ironia. - porque eles acabam indo parar... Nas Forças Armadas! Ei... Quem foi pra escola sabe que os anos noventa ainda não começaram. Vai começar ano que vem gente! Agora... Não é legal que a gente deixe ELES tomarem conta de nossas vidas... Quem tem que tomar conta das nossas vidas somos nós!"
Ainda na mesma Turnê, Renato faria as mesmas críticas, só que com muito mais intensidade, em Porto Alegre, quando novamente critica o governo Collor sem citar nomes, mas apenas deixando alguns pontos.
Irei analisar alguns diálogos e frases do Renato para ficar mais exposto, e espero que realmente gostem desse especial que fiz:


                "... A minha prima diz que o presidente é bonitão..." - Collor conquistou fãs por ser um presidente jovem com ideias novas, simpático e considerado bonito pelo lado e apoio feminino.
                "...O meu primo quer, andar de Kawasaki 1000, o meu primo quer, andar de submarino nuclear..." - Segundo algumas pesquisas que eu fiz, descobri que Collor possuía uma Kawasaki, e pra dar sentido à frase, notamos que enquanto a "prima" de Renato admirava o jovem presidente por seu físico e seu poder, o "primo" de Renato admirava o presidente por seu poder e os seus bens (adquiridos com ele), além do desejo de se espelhar no presidente (..."andar de submarino nuclear...").
                "...O meu primo quer pular de para-quedas. O meu primo quer andar de Jet Ski..." - Novamente o primo do Renato seria um admirador do presidente por seus bens e seus atos.
                "... E eu só quero meu dinheiro de volta!... 'Inflação zero' só se for na casa deles!..." - Essa parte é realmente muitíssimo interessante. Renato, ao contrário dos primos "só quer" o seu dinheiro de volta! Não se contenta com o físico, não se contenta com os bens e o poder. Ele apenas quer sua dignidade e a honra de ser honesto, e depois disso, ironiza frases de que não havia "inflação zero", mas exatamente no ano de 1990 o Brasil apresentou 2947,7% de Inflação. Irônico? Realista? Verdadeiro?
Renato continua a música, e só recomeça suas críticas após o fim da primeira parte da música. Após apresentar novamente o tecladista, e dançar ganhando aplausos de fãs, Renato recomeça com ânimo:
                "...Disseram que ele colou na prova de geografia no Colégio Militar..." (repete isso duas vezes) "...Ah, quantas vezes eu já quis me matar!..." - Renato é realista nessa parte, principalmente quando diz que já quis se matar várias vezes! E sinceramente essa frase se encaixou perfeitamente quando levado em conta que vivia por depressão por ver que o mundo jamais tomaria jeito e ele jamais conseguiria mudar o mundo. Ironiza a incapacidade dos comandantes (afinal, todos os militantes anteriores estudaram em Colégios Militares), e encaixa sua frase de insatisfação com o mundo, como se a incapacidade fosse um dos motivos do suicídio.
                "...Diga não as drogas. Diga não à Religião. Diga não ao sexo! Diga não ao 'não'!..." - Aqui, Renato retrata possivelmente a mídia, dizendo que ela nos manda dizer não à muitas coisas... Ela nos manda dizer não às drogas, à Religião e ao sexo, e Renato aconselha à dizer "não" ao "não"!
                "...Quando a Marinha americana desentorta o nosso presidente, e na mesma matéria do 'Jornal do Brasil', falam de mim e sei! Tem alguma coisa muito esquisita acontecendo!..." - Aqui é que nos faz chegar à conclusão anterior, quando ele cita o "Jornal do Brasil". O Jornal era partidário de Collor, uma vez que ele foi um de seus funcionários antes de voltar ao Nordeste. Aqui é dito, como se o Jornal fosse falar mal de Renato, e ele soubesse que seria levado como o errado na história, por isso ele sabe que se isso acontecesse, teria algo de errado, porque ele está apenas falando o que é a verdade! 
                "...E cinco dias depois mataram lá no Colégio Militar, era 'Pedro II', Deve ser alguma coisa nos astros, você não acha? Um tinha 14 e outro tinha 13... Pelo menos não morreram de fome né gente?..." - "Pedro II" é um Colégio Militar administrado pelo Corpo de Bombeiros, e Renato finaliza a frase ironizando que antes os jovens morrerem de forma bruta e violenta, do que na tortura da fome... Que eles passam nesse Brasil que segundo Dilma é um país sem pobreza!
                "...A minha prima diz que parece que vai ter revolução, eu não sei não!..." - Enquanto a prima de Renato que "está por fora" dos acontecimentos importantes e se preocupa com o que julga ser bonito e simpático, crê que o país fará revolução, Renato que gostaria de participar de uma revolução diz que acha que não ocorrerá. E logo depois, finalizam com os versos de "Plantas Embaixo do Aquário", quando diz: "Não deixe a guerra começar". Ele não quer guerra. Não quer revolução. Mas quer mudança, honestidade e gente decente. O mesmo que todos nós, só que com muito mais coragem em um ano de estar-se mudo!
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A postagem da música está aqui.

Espero sinceramente que tenham gostado dessa postagem especial.
Fiz esse pequeno texto de análise para quem, assim como eu, adora as músicas críticas da Legião. E como "O Reggae" não passa longe da lista das melhores desse tipo, julguei de extrema importância, fazer um extra.  
Obrigado novamente, muita Luz, sejam sempre bem vindos!

Análise, texto, crítica e pesquisa: Eduardo Rezende





Uma das minhas músicas preferidas, sem dúvida das críticas, uma das melhores, é "O Reggae"!
Oriundo do álbum que entrou pra lista dos "100 maiores discos da música brasileira", "O Reggae" vem do crítico "Legião Urbana", o primeiro álbum da banda que traria sucessos e puxaria vendas e fãs para os incontáveis sucessos.
Uma letra crítica que nos remota os tempos de Collor, simples e exposta. Foi isso o que fez da música, ser uma das melhores, ao meu ver, além de sua estrutura, além do ritmo que combina com os tons de protesto.

Ainda me lembro aos três anos de idade
O meu primeiro contato com as grades
O meu primeiro dia na escola
Como eu senti vontade de ir embora
Fazia tudo que eles quisessem
Acreditava em tudo que eles me dissessem
Me pediram pra ter paciência
Falhei
Gritaram: - Cresça e apareça!
Cresci e apareci e não vi nada
Aprendi o que era certo com a pessoa errada
Assistia o jornal da TV
E aprendi a roubar pra vencer
Nada era como eu imaginava
Nem as pessoas que eu tanto amava
Mas e daí, se é mesmo assim
Vou ver se tiro o melhor pra mim.

A letra nos passa uma noção interessante dos valores deixados após a Revolução Industrial.
Com o período após o século XVIII, a humanidade começou a se espelhar nos modelos de indústrias e fábricas e passou a engenharia, arquitetura, organização e padrão para também as escolas, que fariam outros tipos de máquinas: Máquinas humanas. Que seriam controladas por um "governo", como a letra nos mostra.
Renato, na primeira pessoa, mostra que desde pequeno já tinha contato com as grades, e emenda que no seu primeiro dia na escola, teve vontade de ir embora. Nesse sentido, não julgo o medo, mas julgo o nojo. O que antes seria medo quando criança, hoje se torna motivo de nojo de alguém que vê que a educação era um meio de alienação.
Ele fazia tudo o que eles quisessem, pois ele estava ali para obedecer, e acreditava em tudo o que eles lhe dissessem, pois estava ali para aprender, mesmo se aquilo fosse "verdade" ou "mentira" (no sentido humano e de "valores morais" das palavras). Comenta que lhe pediram para ter paciência, mas ele que não gostava da realidade, falhou... E foi ai que viu como eram as coisas:
Gritaram para ele "crescer e aparecer" ("Se torne gente, se forme, se torne melhor, e venha falar comigo"), ele cresceu e se tornou gente, e não viu mudança alguma! Aprendeu o que era moralmente certo, com pessoas que moralmente eram erradas. Hipocrisia? Lutar por justiça e cometer indiferenças? Ser contra a falsidade e agir com máscaras? Querer menos pobreza e se aliar com ricos?
Renato também nos passa mensagens de influência da mídia, quando mostra que desde pequenos somos obrigados à ver na TV, atos que se distorcem e passam valores contrários à sociedade.
Por fim, finaliza a primeira parte dizendo que nada era como ele imaginava, tampouco as pessoas que ele tanto amava, pois ele viu que todos tem seus defeitos e qualidades, "mas e daí? Pra que pensar assim... Eu vou fazer a minha parte bem feita e o resto que se dane! Vou é tirar a melhor parte pra mim!

Me ajuda se eu quiser, me faz o que eu pedir
Não faz o que eu fizer
Mas não me deixe aqui
Ninguém me perguntou se eu estava pronto
E eu fiquei completamente tonto
Procurando descobrir a verdade
Nos meios das mentiras da cidade
Tentava ver o que existia de errado
Quantas crianças Deus já tinha matado.

Aqui, Renato se tornou um adulto modificado com a sociedade...
Os valores que ele conviveu, a infância de alienação por TV, prisão por escolas, desmoralização pelo social e depredação de valores.
Renato nos diz em outras palavras o quão egoísta, egocentrista, individualista e "mandão" se tornou.
"Me ajuda somente se eu precisar e quiser. Me faz o que eu mando. Não faça o que eu faço, e me deixe quando eu mandar". É exatamente isso o que ele diz, e é exatamente essa a realidade que nossas queridas crianças estão tomando formato e "vomitando educação" em seus pais.
Como podem falar que ele está errado? Ninguém perguntou se ele tava pronto pra sair da escola e assumir uma realidade. Uma realidade menos morta, com tanta mentira e força bruta, como diria Chico Buarque. Justamente por não estar preparado se sentiu tonto e se sentiu tolo descobrindo as verdades no meio das mentiras da cidade. Procurando ouro no lixo. Procurando flores no deserto. Procurando êxitos num mar de fracasso. Mesmo tendo uma vida difícil, esse eu-lírico (que nomeio ser Renato mas poderia ser uma terceira pessoa) assume que tentava ver o que existia de errado no sistema, e diz uma frase um tanto quanto polêmica: "Quantas crianças Deus já tinha matado.", aqui, Renato não joga a culpa em Deus, nem em fiéis ou qualquer outro que se possa sentir ofendido, mas naqueles que jogam seus atos errôneos, como guerras, matanças, sangues e violência em atos que vieram do "Divino", como estaria presente em Fátima, jogando-se a culpa maior, em alguém que é maior que todos nós e não "se defende por meios próprios". É muito fácil jogar a culpa, em alguém que não lhe apontará defeitos.

Beberam o meu sangue e não me deixam viver
Têm o meu destino pronto e não me deixam escolher
Vêm falar de liberdade pra depois me prender
Pedem identidade pra depois me bater
Tiram todas as minhas armas
Como posso me defender?
Vocês venceram essa batalha
Quanto à guerra,
vamos ver.

Por ultimo, a terceira parte nos continua a crítica:
Renato sempre fala a frase "beber sangue", está contido em pelo menos três ou quatro músicas que me recordo, como Natália,  Tempo Perdido e outras... E sinceramente creio que isso seja o ato de "desumanizar" algo.
Ele diz que o Sistema tem o destino dele pronto: "estudar, se formar, trabalhar, casar, ter filhos, morrer" (p.ex), como seria o normal para a vida atual, mas que de todas as opções nunca lhe deixam escolher, eles falam que ele tem o direito de escolha, mas eles mesmos empurram opções.
Eles vem falar de liberdade (como dito em cima), e cometem hipocrisias, batendo nele e em seus ideais, tiram as armas dele - tanto armas de fogo (nos retomando a ideia da ditadura), quanto as armas mentais, os ideais, os planos futuros, as ideias revolucionárias e radicais, protestantes e humanas - e ele pergunta: "como posso me defender?", "Vocês tiram minhas armas, e como irei me defender?" é exatamente como é dito por ele e pensado por ele, como é também feito pelos adversários e pensado por eles, por justamente esse ato, lhe tiram as armas.
Renato finaliza a música com ideia um tanto quanto ameaçador. Ele moldou mentes, ele cativou esperanças... O Governo vence batalhas... Mas e na Guerra? Ainda lembrando de Collor, podemos notar que as mesmas vozes que colocaram o Diretas Já! impedindo a continuação da Ditadura Militar, foram as mesmas vozes que colocaram Collor no poder, sendo o primeiro presidente eleito pelo povo desde 1960, e tais vozes, o tiraram dois anos e meio depois de sua posse.
Como vemos, o Governo, o Sistema, a Sociedade, a Mídia, a Falsidade alheia  são métodos de nos deixarem pra baixo, obedecendo e trabalhando, atrás de grades desde sempre, sendo proibidos de pensar, agir, se defender e querer dignidade, mas eles vencem batalhas todos os dias, todas as horas, quando nos rebaixamos à eles, e nos calamos. Mas nós ainda temos chamas que nos deixam acesos, como seres pensantes, dignando o que chamam de consciência.

Para quem se interessa na música, uma outra página para estudo e interpretação de vídeos e comentários, e não da letra da música. 
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Obrigado por me fazer ultrapassar as metas impostas à mim mesmo. Obrigado pelos acessos e pelo companheirismo de um ano de blogspot.

Análise, crítica e texto sob os direitos de Eduardo Rezende.


Nesse dia 24 de julho, o blog "O Livro Dos Dias", faz um ano de existência.
Realmente, é algo de extrema felicidade, e que tenho o orgulho de falar pra vocês, queridos seguidores e visitantes, o fato de que nesse meio tempo aprendi muita coisa...
Aprendi a conviver com ideias, aprendi a poder realmente me expressar com palavras, e sobretudo isso, ainda consegui me expressar diante de obras que nos foram deixadas como músicas. Trabalho com música, mas como se não toco nenhum instrumento? Eu trabalho analisando, interpretando e escrevendo sobre elas. Meu instrumento são minhas mãos e a voz de minha mente, que me obriga à não quietar detalhes e não poupar palavras que julgo necessárias para as análises.

Para comemorar esse aniversário, resolvi mudar a página do blog, começando em diminuir o menu do lado, e dividindo ele em dois para assim, conseguirmos ter mais organização e facilidade na busca de músicas.
Logo logo, acabam as músicas que estou interpretando e outras virão, e espero, que junto com elas, possam vir outros e outros aniversários. Um ano de análises, de textos, de paciência e aprendizado, e vocês, ainda continuam como sempre, movendo tudo isso. Como sempre digo quando recebo um "obrigado" ou "parabéns" aqui no blog, "é isso o que nos move", a satisfação, o contentamento, o aprendizado, o refletir... É tudo isso o que nos move à querer continuar. São poucos os que realmente se dão o trabalho de divulgar seus pensamentos sobre músicas, e menores ainda, são os que realmente abrem espaço para novas oportunidades.
Obrigado por tudo, pelos acessos, por seguirem, por elogiarem e divulgarem.
Cada novo mês, lanço uma meta para mim mesmo, e todo o mês, com grande sorte, consigo ultrapassá-la em larga escala.

Espero que tenham gostado da nova aparência do blog.
Meu muito obrigado por todo esse tempo de ajuda, divulgação, acessos, etc., que venham muitos outros.

Obrigado seguidores, obrigado à essas pessoas que nos move.
Que o Livro de seus Dias, esteja repleto de Luz, alegrias e felicidades.




Creio que nem teria o que falar dessa música, que é tão explícita, tão simples e direta.

Alegre, e diferente de outras do mesmo álbum, "O Mundo Anda Tão Complicado", traria mensagens do cotidiano de uma forma mais amorosa e feliz, nem tão obscura e enigmática que nem, por exemplo, "Metal Contra As Nuvens", que viria no mesmo álbum, ou "A Montanha Mágica", que são mais profundas e ao contrário da música seguinte, não são tão diretas.


Gosto de ver você dormir
Que nem criança com a boca aberta
O telefone chega sexta-feira
Aperto o passo por causa da garoa
Me empresta um par de meias
A gente chega na sessão das dez
Hoje eu acordo ao meio-dia
Amanhã é a sua vez

Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você.

Temos que consertar o despertador
E separar todas as ferramentas
Que a mudança grande chegou
Com o fogão e a geladeira e a televisão
Não precisamos dormir no chão
Até que é bom, mas a cama chegou na terça
E na quinta chegou o som

Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo
E até que é fácil acostumar-se com meu jeito
Agora que temos nossa casa
é a chave que sempre esqueço

Vamos chamar nossos amigos
A gente faz uma feijoada
Esquece um pouco do trabalho
E fica de bate-papo
Temos a semana inteira pela frente
Você me conta como foi seu dia
E a gente diz um pro outro:
- Estou com sono, vamos dormir!

Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você

Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo
Por amor

A música nos dá a ideia de um relacionamento novo, onde Ele e Ela estão morando juntos ou pós (ou até "pré") casados. Eles esperam os móveis chegar na casa deles, e o resto da canção, gira em torno do "morar juntos", dos hábitos de ambos, dos êxitos - materiais - e dos planos que fazem juntos. Planos simples, como chamar amigos e "fazer uma feijoada", ficar de bate-papo, e pensar que tem a semana toda pela frente.

É uma música que não se deve fazer uma reflexão tão grande, por justamente ser tão exposta, mas que julguei de importância colocá-la, por ser uma música conhecida e diferente, por justamente ter e apresentar esse contraste em seu álbum, o "V".
Outro ponto (o único à realmente ser analisado) são os últimos versos, quando ele fala "...quem deixou a segurança do seu mundo por amor", e é realmente um verso que inspira e que acontece com todos nós! Quantos conhecemos? Pais, avós, tios, alguns de nós, até, que deixam a segurança de seu mundo, deixam o comodismo do mundo em que vive, pra poder viver ao lado de alguém que lhe mudou a vida, dando amor? Todos nós um dia ou abandonamos ou abandonaremos a nossa vida cômoda por amor à alguém ou algo, e é isso o que Renato quer dizer: Deixar a segurança/comodismo do mundo próprio e cômodo que vivemos, por amor à alguém (como na música) ou algo.


Texto e interpretação: Eduardo Rezende




Vindo do álbum que viria à ser considerado "depressivo", "triste" e "melancólico" por muitos críticos, fãs e afins, o último álbum da Legião traria nomes de duas das canções da banda. Um dos nomes viria justamente no álbum posterior - "Uma Outra Estação", sendo a sétima faixa, com o nome de "A Tempestade", o outro nome, viria justamente no álbum de assunto, cuja letra será analisada nessa postagem.
"O Livro Dos Dias" é a ultima música do álbum "A Tempestade", e pode ser também, considerado o título desse álbum. Tendo já uma ideia de ser "melancólica", "depressiva" ou "triste", a letra é considerada "Introspectiva", por justamente fazer um exame de conclusão interior. É uma música que abre um leque de análises, mas que por interpretação própria, julgo que seja justamente algo de pensamento e envolvimento de uma só pessoa, cujo personagem estava no caminho da morte.
Lembrando, que esse seria o ultimo álbum da Legião, com Renato ainda vivo.
Segue-se a letra e análise da música,  uma música que tem uma beleza própria e diferente de muitas da Legião. Não é um protesto, não é uma história, não é uma reclamação. É um apelo. Um apelo pela vida de quem acaba de descobrir uma doença e que sabe que seu caminho é a morte. Talvez seja isso: "O Livro dos Dias" seria um canto ou versos dedicados à quem fica, ou de quem fica pra quem vai.

Ausente o encanto antes cultivado
Percebo o mecanismo indiferente
Que teima em resgatar sem confiança
A essência do delito então sagrado

 Ausente é o encanto que antes era cultivado. O encanto da vida, a vontade de viver, o desejo do amanhã, já se tornou ausente, pois ele - Renato - percebe um mecanismo indiferente, uma vontade de indiferença, uma vontade de não se mover, não satisfazer-se e de não lutar, percebe que seu corpo e mente estão indiferentes quanto à vida, esse mecanismo - pensamentos, ações e sentimentos - teimam em resgatar-lhe sem a confiança, a essência de um crime, de algo errôneo que no momento era sagrado.

Meu coração não quer deixar
Meu corpo descansar
E teu desejo inverso é velho amigo
Já que o tenho sempre a meu lado

O coração - sendo então a personificação dos sentimentos e desejos - não quer deixar o corpo descansar - sendo aqui, a personificação ou até o literal do que seria o físico, próprio e material.
"E teu desejo inverso é velho amigo", o desejo da terceira pessoa, era o desejo da vida. O desejo de "continue lutando", "continue sobrevivendo", "continue vivo", mas Renato acolhe apenas como um velho amigo, como algo íntimo, o inverso desses desejos. Acolhe como pensamentos e sentimentos em seu coração que não lhe deixa o corpo descansar, o desejo de morte, o desejo de continuar "semi-morto", a depressão e o convite de estar à beira da morte e não o inverso, que seria a vida, seria continuar vivo e lutando.

Hoje então aceitas pelo nome
O que perfeito entregas mas é tarde
Só daria certo aos dois que tentam
Se ainda embriagado pela fome
Exatos teu perdão e tua idade
O indulto a ti tomasse como bênção

Hoje então aceita de fato, o que ele perfeitamente entrega, mas sente que é tarde, a própria vontade de viver, pois ele sente que poderia ter feito mais cedo, mas já sentiu que poderia ter feito mais tarde. Só daria certo aos dois que tentam viver, ele e a terceira pessoa no caso, se ainda ele estivesse embriagado - enlouquecido ou sobre o efeito, não necessariamente da bebida - pela fome - não no sentido de comer, mas no sentido de estar enlouquecido pela abstinência do viver. Exatos o perdão por quem ficou, e a idade em que ele sente a necessidade de estar pronto, o indulto, a graça ou privilégio tomou ele como bênção. Ele, quem tem perdão exato por tudo o que ficou, e idade exata para ter "feito tudo o que deveria fazer" ou julgar como "sendo tudo feito".

Não esconda tristeza de mim
Todos se afastam quando o mundo está errado
Quando o que temos é um catálogo de erros
Quando precisamos de carinho
Força e cuidado
Este é o livro das flores
Este é o livro do destino
Este é o livro de nossos dias
Este é o dia de nossos amores

A última parte da música - separada pelo blog para análise crítica - demonstra algo próprio sentimentalmente por Renato, mas que pode ser encaixada por todos os que se sentem em tal momento, não no caso, de desespero e angústia, ou sentimento de morte, mas que se sentem mal, traídos ou em "seu fim" sentimental.
Ele pede pra que não escondam tristeza dele, pois todos parecem estar sendo falsos alegres - lembrando os versos de "A Via Láctea" - pois todos se afastam quando o "mundo" está errado, ou seja, todos se afastam quando acontecem coisas ruins. Se afastam quando temos um "catálogo de erros", e é nesse ponto que acho interessante comentar. Esse "catálogo de erros", seria o livro que todos nós temos, que seria a memória própria nossa, que será falada algumas linhas seguintes.
Se afastam quando precisamos de um momento de carinho, de força, um momento em que necessitamos de cuidado, e talvez seja esse o desabafo - cuja carapuça serve para todos nós - que ele tanto quer passar:
O livro de nossos dias... O livro que marca, que tem começo e fim, em 24 horas, 365 dias, e muitos anos. Muitos anos, que até são interrompidos, ou adiantados, como os anos do Renato.
O livro das flores... O livro que nasce, desabrocha, e um dia morre. Mas que tem beleza diferente, cheiros diferentes e formatos diferentes, dependendo da "espécie" em questão - pessoas.
O Livro do destino... O destino que não é programado, o destino que pode ser previsto porque tudo passa, mas o destino que ninguém pode ter conhecimento...
Esse livro, é o um catálogo, ele pode ser a escolha de caminhos, ele nos dá leques de opções, escolhas, decisões, passos, pessoas, empregos, etc. Esse livro, é um catálogo de acertos, um catálogo de erros, próprios e alheios.

Esse livro é o "Catálogo de erros", que nos dá a noção de quão imperfeito é o ser humano:
Nós somos um livro, que constantemente é lido, por pessoas ao redor, ou até analisado por nós mesmos, página por página - momentos por momentos.
Esse livro, é lido, relido, analisado e interpretado. É um livro que pode ser aberto, é um livro que pode ser fechado. É o livro que simbolicamente somos nós, e que muitas vezes, acaba sendo fechado antes da hora, como Renato, e tantos outros - conhecidos ou não.
Todos nós somos um livro, que espera ansiosamente ser lido por alguém ou analisado por nós mesmos.
Somos um livro de dias, de tempo. Somos um livro de flores, de momentos, encanto e pureza. Somos um livro de destino, que um dia é começado em seu prólogo e terminado em seu epílogo.
Somos um catálogo de erros, por justamente sermos imperfeitos. - Eduardo Rezende
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Análise e escrita: Eduardo Rezende
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Interpretação mais do que importante. Para minha história - música descoberta em um momento que coube e se encaixou perfeitamente. Para o meu blog - que leva esse título e alguns de seus versos, em sua página. Espero, realmente, que consigam ver a música com os mesmos olhos ou compará-la aos meus pontos de vista.



Não há a necessidade de explicar historicamente, nem há a necessidade de colocar exemplos, datas, fatos históricos ou mesmices que todo o Roqueiro leva para o seu lado, e absorve caso lhe convir.
Uso apenas o espaço para dedicar à todos nós, roqueiros, um feliz "Dia do Rock", que ainda assim, sobrevive, mesmo tendo tantos gênios já abaixo do solo, e de qualquer forma, ainda nos passa a letra e a música que jamais morrerá enquanto todos nós mantivermos o foco e o gosto.
Um dia reflexivo aos gênios que se foram, de homenagem aos que ficaram e permanecem no ramo, e ainda mais, de muitas palmas para todos nós, que de um modo ou outro, temos muito mais do que um bom gosto!
Amplexos Legionários e roqueiros, que acima de tudo isso, são brasileiros e que contam com ótimas bandas ao nosso lado, que ainda se mantém vivas em fones de ouvido, em caixas de som, e em corações que não se calam. 


Levando o mesmo nome do disco, "O Descobrimento do Brasil" é a sexta faixa do sexto álbum da Legião Urbana. Falando de amor, amizade, nos dando a remota lembrança do passado, Renato fala nessa música do casamento, da construção da família, dos sentimentos e ainda mais, expõe pessoas ligadas diretamente com seu passado. A música, fala do passado, da construção de um presente, e o planejamento de um futuro. No passado, ele nos apresenta as pessoas: Professora Adélia, Tia Edilamar e Tia Esperança, que teriam sido suas professoras na infância, e quanto aos outros, é observado por base na interpretação da letra.
A obra não é dividida em partes, como algumas da Legião, e por isso, dividirei, devido ao seu extenso tamanho, para ser mais prático, apesar de ser tão explícita.
Segue-se a obra e sua análise:

Ela me disse que trabalha no correio
E que namora um menino eletricista
Estou pensando em casamento
Mas não quero me casar
Quem modelou teu rosto ?
Quem viu a tua alma entrando ?
Quem viu a tua alma entrar ?

Aqui, Renato se coloca na primeira pessoa.
"Ela", sua amiga e que provavelmente ele tinha algum laço muito forte, e até algum certo interesse, lhe diz que "Ele", seu namorado, trabalha como eletricista, e ela no correio, diz que pensa em casamento mas não quer se casar. 
Em outras palavras, ele pensa que ela é bonita, pois tem um rosto modelado. E então surge as frases: "Quem viu a tua alma entrando?/Quem viu a tua alma entrar?", sempre levei essas palavras no sentido de alma-gêmea, uma vez que a música já é mais romântica e fala tanto do amor. "Quem viu a sua alma entrando e me invadindo, se tornando minha parte?"

Quem são teus inimigos ?
Quem é de tua cria ? A professora
Adélia, a tia Edilamar e a tia
Esperança
Será que você vai saber
O quanto penso em você com
o meu coração ?
Será que você vai saber
O quanto penso em você com
o meu coração ?

Renato vai se perguntando ainda.
Ele diz: "Quem é de tua cria?" e dá os nomes das professoras de infância dele, ai vemos que ambos tem algo em comum, e concluo, que "cria" no caso, refere-se à Educação. Ao modo de criar alguém, algum conceito, alguma ideia, algum pensamento ou caráter. 
Depois disso, Renato ainda fica se perguntando se ela um dia saberá como ele pensa nela com seu coração. Ou seja: Como ele sente por ela, o que pensa, o nível do "gostar/amar" por ela.

Quem está agora ao teu lado ?
Quem para sempre está ?
Quem para sempre estará ?

Ele ainda fica perguntando isso pra ele, pensando nela. 
"Quem está agora ao TEU lado?" Mas não necessariamente diz isso à Ela.
Essas perguntas, são feitas à nós mesmos até. Quantas vezes não paramos e pensamos nisso: Quem está agora ao meu lado? Quem para sempre está? Quem para sempre estará?

Ela me disse que trabalha no correio
E que namora um menino eletricista
As família se conhecem bem
E são amigas nesta vida
Será que você vai saber, o quanto
penso em você com meu coração ?
Será que você vai saber, o quanto
penso em você com o meu coração ?
A gente quer um lugar pra gente
A gente quer é de papel passado
Com festa, bolo e brigadeiro
A gente quer um canto sossegado
A gente quer um canto de sossego
Estou pensando em casamento
Ainda não posso me casar
Eu sou rapaz direito
E fui escolhido pela menina mais bonita.

Aqui, Renato fala novamente sobre a vida do Ele dela, sobre Ela, as profissões, etc., e fala que as famílias de ambos se conhecem bem, e são amigas. Depois, ele deixa o sentido de festa: A gente quer um lugar pra gente, a gente quer morar juntos. A gente quer de papel passado, a gente quer estar juntos civilmente, e que junto com esse papel venham os brigadeiros e a festa, a gente quer um canto sossegado pra levar a vida, a gente quer um canto pra estar em sossego. 
E então, Renato novamente diz a frase com um sentido diferente: 
Estou pensando em casamento, mas não quero me casar, sou um rapaz direito e fui escolhido pela menina mais bonita, no caso, ela.

Antes, ele não podia se casar. Ele esperava alguém pra se casar, e Ela apareceu, mas ela já era prometida ao seu namorado, que era de família amiga e era um eletricista. Hoje, ele não quer se casar, porque é um rapaz direito, e ainda a ama, e por isso, foi escolhido por ela, mesmo ela não sabendo, pois todas as perguntas que fazia, eram feitas apenas à ele. Ele à amava. Amava a menina de rosto modelado, a menina mais bonita, e hoje não quer se casar, porque ainda ama, mesmo perdendo-a.

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Como a música leva o mesmo nome do disco, eu acho interessante deixar alguns pontos de vista encontrados, que Renato deixou em entrevistas:

"O Descobrimento do Brasil é uma reconstrução. Fala da valorização da família sem ser careta, depois da lama do disco V, que - hoje posso dizer - era um retrato da era Collor" (1993)
"O Descobrimento do Brasil é um disco sobre perda. Mas são poucas as pessoas que percebem isso, por causa do jeito que as músicas estão estruturadas. Todas as músicas sobre despedidas" (1993)

Essas acima, podem nos mostrar coisas contidas na música e se analisadas, em todas as do álbum, mas a seguinte fala diretamente do álbum e é, ao meu ver, de importante característica quando levado em conta as opiniões contidas e expressas no disco:

"Este disco vai se chamar O Descobrimento do Brasil porque é uma maneira de a gente dizer que o Brasil não é exatamente essa coisa ruim que a gente está vendo. O nosso país não é somente ônibus pegado fogo. A gente precisa descobrir o Brasil. Gostaria de crer que se trata de um disco realista, um disco mais esperançoso... Se bem que esperançoso não é a palavra ideal. Todas as letras são realistas, mas todas têm também a coisa mítica - os versos de Perfeição, celebram Eros, Thanatos. Mas também no fundo, quase todas as letras são de amor. Os Barcos, é uma música de amor. O Disco vai falar de bondade, espiritualidade.... Essas coisas que os críticos detestam e dizem que é brega" (1993)


Escrita, análise e pesquisa: Eduardo Rezende






Nem tão conhecida, muito interessante, as vezes descartadas e que não será excluída ou deixada de lado, "Natália" é a música de abertura d'A Tempestade.

Com uma letra crítica e que primeiramente, quando se vê o título, causa até um certo choque, "Natália" mantém o padrão dos outros discos iniciais, de mostrar a crítica bem exposta sem grande aprofundamento. É uma letra inteligente, interessante e com ritmo verdadeiro de Rock In Roll e por isso, tão admirada, é a letra que hoje será analisada.
Segue-se a letra a análise de comentário:


Vamos falar de pesticida
E de tragédias radioativas
De doenças incuráveis
Vamos falar de sua vida
Preste atenção ao que eles dizem
Ter esperança é hipocrisia
A felicidade é uma mentira
E a mentira é salvação
Beba desse sangue imundo
E você conseguirá dinheiro
E quando o circo pega fogo
Somos os animais na jaula
Mas você só quer algodão doce
Não confunda ética com éter
Quando penso em você eu tenho febre

A letra é bem exposta, e não requer tanto aprofundamento, mas acho interessante analisar parte por parte...
Renato começa ironicamente falando dos pesticidas, das tragédias e afins... e então diz de falar sobre a vida dela. Ela quem? Natália. Quem seria Natália em uma letra crítica?
Clarisse é exposta. A música Clarisse, fala da vida da menina e coloca críticas na história... Aqui não. É apenas a critica ante à Natália. Natália seria a representação de uma juventude.
Natália representa uma juventude. Uma juventude que se fala e comenta das tragédias. Uma juventude que presta atenção nos que mandam e sabem que ter esperança é hipocrisia, e que a felicidade é uma mentira, pois ninguém sabe ser feliz em uma juventude, como ali mesmo é dito, sem futuro. A mentira é a salvação desses erros. Por erros, consegue-se dinheiro. E quando tudo pega fogo, quando todos os problemas acontecem, é essa a juventude, que seriam os animais na jaula: indefesos, presos e sem socorro. Acho interessante pensar que não é apenas no caso do circo pegar fogo que eles seriam animais... mas até quando o circo é o espetáculo dos palhaços do governo, quando ainda assim, essa juventude é considerada como a de animais.

Mas quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você
Quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você

Quem sabe, um dia, ainda possamos escrever uma canção positiva para uma juventude assim? perdida, sem futuro? Quem sabe um dia, Natália, a representante dessa juventude, não seja a inspiração de músicas de gritos de guerra e apelo ao consciente.

É complicado estar só
Quem está sozinho que o diga
Quando a tristeza é sempre o ponto de partida
Quando tudo é solidão
É preciso acreditar num novo dia
Na nossa grande geração perdida
Nos meninos e meninas
Nos trevos de quatro folhas
A escuridão ainda é pior que essa luz cinza

Essa parte é meio própria eu acredito, mas Renato mantém o foco da música quando volta às palavras de que é preciso acreditar num novo dia, acreditar que um novo dia virá, e no crer dessa esperança, pensar na geração perdida que viverá esse grande que renascerá.
É preciso acreditar nesse novo dia que virá. Acreditar que essa geração de meninos e meninas conseguirão mudar algo - o que causa certo receio... "será que vão conseguir?" - é preciso contar com a sorte... Porque nesse caminho deles... esse caminho de mudança poderá levar à escuridão... que eles estão tão próximos, tão afundados.

Mas estamos vivos ainda
E quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você
Quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você

Eles ainda estão vivos. Ainda é preciso acreditar em todos os fatos, dados, modos e meios - e medos - e claro, que por ainda estarem vivos, ainda sentem todos os abalos desse meio. E confiam nessa geração... Nessa geração que não é a "Coca-Cola", mas é a geração de "Meninos e Meninas" que irá para mudar algo.
Acho interessante citar, como Renato não deixou passar alguns fatos... Para ter a plena certeza do que essa música poderia significar, por ser tão simples e simbólica, procurei e encontrei algo que me trouxe êxito e contentamento: "Natália: Latim, Natalis, dia natalício. Só consegue amadurecer depois de muito lutar para chegar a um equilíbrio entre a razão e o coração. Por isso muitas vezes é vista como uma pessoa inconstante. É fiel e exige que seja tratada com deferência". Talvez a arma dessa geração seja isso... a luta e o amadurecimento para uma luta de equilíbrio entre a razão e o sentimento.


Análise e texto: Eduardo Rezende